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Saiba tudo sobre a catarata

Ficar com a visão embaçada causa uma sensação muito ruim. Você perde a capacidade de ler ou dirigir, não consegue diferenciar as cores e pode até achar que a televisão perdeu a nitidez, quando, na verdade, sua vista que está prejudicada. É isso que pacientes com catarata relatam no consultório, em especial pessoas acima dos 40 anos e idosos.  A catarata faz com que o cristalino (a lente natural dos nossos olhos) fique opaco — o aspecto original é transparente — o que dificulta a visualização das imagens.  A boa notícia é que a cirurgia de catarata pode reverter todo esse quadro e trazer de volta a qualidade de vida ao paciente — inclusive em casos mais graves de cegueira. Se quiser entender melhor sobre a doença antes de prosseguir com a leitura, é só conferir este artigo.

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A Catarata pode aparecer na Infância?

Apesar de freqüentemente acometer idosos, a catarata também é uma das principais causas de cegueira infantil, segundo relatórios da OMS, mas ela é tratável e passível de prevenção.

A catarata prejudica a visão de modo que ela só pode ser sanada com realização de cirurgia, e quando acomete crianças assume maior gravidade pois, se não for tratada rapidamente pode se tornar irreversível pelo desenvolvimento de ambliopia, que é uma falha no desenvolvimento da capacidade de enxergar.

Na ocorrência em crianças, ela pode ser uma catarata congênita, presente no nascimento ou que aparece imediatamente após; e/ou catarata adquirida, que ocorre mais tarde, e está normalmente relacionada a alguma causa específica como traumas ou doenças sistêmicas. Ambos os tipos podem ser unilaterais ou bilaterais, parciais ou completas (totais).

A catarata congênita em alguns casos tem causa desconhecida; algumas são geneticamente herdadas (principalmente autossômicas dominantes); outras são secundárias às doenças infecciosas intra-uterinas (rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus e sífiles) ou metabólicas, ou ainda associadas à variadas síndromes. Já as cataratas adquiridas surgem em geral do trauma, contuso ou penetrante. Outras causas incluem a uveíte (inflamação intra-ocular), infecções oculares adquiridas, diabetes e drogas (principalmente corticosteróides tópicos ou sistêmicos).

O principal sinal indicador da catarata congênita é a leucocoria (reflexo pupilar branco). Outros sinais incluem: estrabismo, nistagmo (situação em que o olho apresenta movimentos não coordenados em diversas direções) e microftalmia (olho de tamanho menor que o normal).

O tratamento deve ser o mais precoce possível e depende do tipo da catarata, sua localização, intensidade, grau de comprometimento visual, idade da criança e presença de outras alterações oculares associadas.

Algumas vezes o tratamento clínico (midriáticos, óculos, oclusão) pode ser indicado em cataratas parciais, mas o tratamento é basicamente cirúrgico. A retirada da catarata pode ser realizada por várias técnicas (facectomia extracapsular, lensectomia via pars plana, facoemulsificação), com implante ou não de lente intra-ocular. A técnica utilizada depende das características da catarata e de diversos fatores como a idade do paciente, presença da catarata em um ou ambos os olhos, mal formações associadas e até pela preferência do cirurgião.

O acompanhamento pós-operatório é fundamental para o desenvolvimento visual pois podem surgir diversas complicações que devem ser tratadas prontamente, inclusive com novas intervenções cirúrgicas. As principais complicações são inflamações intra-oculares, glaucoma e opacidades secundárias no eixo visual.

Uso de óculos, lentes de contato e oclusores além da correta estimulação são também fundamentais para o desenvolvimento visual da criança. Sem estas medidas e total comprometimento dos pais, mesmo uma cirurgia tecnicamente perfeita pode levar a uma criança com visão muito baixa no olho operado.